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Seis países da África Ocidental assinam acordo para preservação dos mangues PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Seis países da sub-região ocidental africana assinaram, no passado dia 30 de Junho, na Mauritânia, um acordo que visa a preservação das florestas de mangue, áreas lodosas e costeiras que albergam ecossistemas únicos no planeta. Em África, existem mais de 3,2 milhões de hectares de mangues, que se estendem da Mauritânia até Angola na costa Atlântica e da Somália até a África do Sul ao longo do Oceano Índico, refere o site wrm.org.

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A matriz de protecção dos mangues estabelece planos de acção nacionais específicos para cada um dos países, especificando actividades concretas que devem ser levadas a cabo pelos Estados signatários do acordo, nos quais se incluem a Mauritânia, a Gâmbia, Guiné-Bissau, Serra Leoa, Guiné-Conacri e Senegal. A assinatura do acordo é resultado de um trabalho intenso que tem vindo a ser feito nos últimos três anos pela organização Wetlands International e pelo IUNC (Comité Nacional da Holanda).

O ministro do Ambiente da Mauritânia presidiu a cerimónia de assinatura do acordo, onde estiveram também presentes os seus homólogos da Guiné-Bissau e da Gâmbia assim como os secretários-gerais em representação da Guiné-Conacri e do Senegal, refere o site da Wetlands International.

O projecto Iniciativa Mangue na África Ocidental (Initiative Mangrove en Afrique de l’Ouest - IAMO) iniciou em 2007, procurando identificar formas de mitigar a degradação dos mangues nesta sub-região africana. O IAMO desenvolveu um projecto que prevê a recuperação destas florestas através de iniciativas como a reflorestação, a disseminação de melhores práticas de desenvolvimento das comunidades, assim como a criação de uma matriz regional e de planos de acção nacionais que suportem o desenvolvimento sustentável da região.

Um estudo de Ricardo Carrere, intitulado “African mangroves: their importance for people and biodiversity”, refere que "os mangues são um ecossistema insubstituível e único, que alberga uma  incrível biodiversidade e estão entre os ecossistemas mais produtivos do mundo. As raízes aéreas de suas árvores formam uma complexa rede, que alberga uma multidão de espécies de animais (peixes, moluscos, crustáceos) e operam como áreas para emparceiramento, refúgio e viveiro para um grande número de outras espécies". Também um artigo de Gordon Ajonina, Abdoulaye Diamé e James Kairo sobre o Panorama e o estado atual de conservação dos manguezais na África conclui que "os manguezais são muito importantes conforme vários aspectos: biologicamente, por terem um alto nível de biodiversidade de fauna já que mais de 80% dos peixes comercializavéis e outras espécies aquáticas passam a maior parte ou parte de seu ciclo vital nos manguezais; ecologicamente, por desempenharem um papel crucial na fertilização, estabilização, filtração, regulação do microclima e agirem como apoio da cadeia alimentar e como viveiros para muitas espécies de invertebrados e peixes; economicamente, por providenciarem um amplo leque de produtos florestais madeireiros e não madeireiros que sustentam as economias rurais e têm alto potencial ecoturístico."
 
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