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Ana Cabral, 21 anos, representante da comunidade cabo-verdiana de Portugal, foi a vencedora do II Festival Vozes da Diáspora, organizado pela Fundação Infância Feliz, no Strand Theatre, em Boston, EUA, no passado dia 24 de Julho. A mesa do júri, presidida pelo músico Vuca Pinheiro e constituída pelos cantores Djuta Barros, Tói Pinto e Tó Rodrigues “Jam Band”, elegeu para o segundo lugar, a pianista e cantora Kelly Santos, representante da comunidade crioula da Suíça.
O troféu correspondente ao terceiro lugar viajou na bagagem de Yorlenie Faria, 20 anos, no voo desta segunda-feira da TACV, que levou as representantes bem como os acompanhantes de regresso à cidade da Praia, em escala rumo aos respectivos países de origem.
Participaram também Nelisa da Rosa, da Flórida e Casandra Teixeira, de Massachusetts, que defendia o título de vencedora da primeira edição realizada em S.Nicolau, em 2008, representando a ilha do vulcão.
As representantes de S.Tomé e Príncipe, da Guiné Bissau e de Cabo Verde viram recusado o visto de entrada nos Estados Unidos, quedando a sua participação por uma gala em Cabo Verde.
A aventura das crioulas europeias na América terminou hoje com um jantar no restaurante Laura em Dorchester, onde o Cônsul de Cabo Verde garante re-editar esse festival no mês de Outubro, prometendo um maior envolvimento do público. Realmente registou-se pouca afluência do público para um espectáculo de alto nível que contou com um grande desfile de artistas.
Actuaram, para além das concorrentes, vencedores de diferentes edições do festival de Pequenos Cantores em Cabo Verde, desde os finais dos anos 80, desde os já conhecidos artistas Vargas que se classificaram em terceiro lugar na fase nacional, representando o Fogo, Tatiana, também em representação da ilha do vulcão, que foi vice-campeã no Festival Internacional da Figueira da Foz e Titita, que foi vencedora daquele certame em Portugal, na sequência do qual gravou a 45 rotações “Tempo de Menino”, com Paulino Vieira.
Os vetaranos Tó Alves e Tói Pinto foram os “padrinhos” do evento que contou ainda com a participação de outros jovens talentos: as vozes de Nelson Júnior, Elisandra Lopes e a voz e guitarra de Noah Andrade que respondeu com um bis, a um pedido da primeira dama de Cabo Verde.
Os artistas foram acompanhados por Ney Miranda nos teclados, Jorge da Rosa na bateria, Xaxe na guitarra, José Fonseca no baixo e Sam de Pina no saxofone.
Na plateia encontravam-se o Cônsul de Cabo Verde em Boston e a Embaixadora em Washington que, aproveitando um interregno nas actuações, reconheceu os participantes da delegação cultural que representou Cabo Verde no Passaport DC, na cidade dos diplomatas em Maio.
A Fundação Infância Feliz, promotora do evento, é uma organização não governamental, de carácter humanitário e de beneficência sem fins lucrativos.
Fundada a 31 de Maio de 2002, e de acordo com os estatutos da organização, tem como finalidade promover os Direitos e Deveres da Criança e manter os mesmos acordados com a Constituição da Republica de Cabo Verde e instrumentos internacionais de protecção à infância; intervir em várias vertentes de integração social, com acções direccionadas à população infanto-juvenil; contribuir para a redução significativa do fenómeno de criança e adolescentes em situação de risco. É presidida pela Primeira Dama de Cabo Verde Adélcia Pires, fundadora da extinta OPAD-CV e ex-presidente daquela organização dos pioneiros de Cabo Verde, à qual estão ligados vários projectos como o famoso conjunto Abel Djassi e iniciativas envolvendo jovens talentos em vários ramos da cultura, desporto e outras actividades infanto-juvenis.
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